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Amônia
(Revisão 4 – 20/12/2007)


Descrição


A amônia, à temperatura ambiente e pressão atmosférica, é uma gás tóxico, corrosivo na presença da umidade, inflamável, incolor, com odor muito irritante e altamente solúvel em água. É envasada e transportada em cilindros de aço como um gás liquefeito sob sua própria pressão de vapor, 7,87 bar a 21.1ºC.


 Propriedades Físicas
 Calor latente de fusão a -77,7ºC.  5,655 kJ/mol; 1351,6 cal/mol.

 Calor molar especifico, gás a 101,325 kPa e
 46,8ºC pressão constante.

 36,953 kJ/ (kmol x K);
 8,832 cal/ (mol x ºC).

 Calor molar especifico, gás a 101,325 kPa e
 46,8ºC a volume constante.

 28,28 kJ/ (kmol x k);
 6,76 cal/ (mol x ºC).
 Calor molar específico, liquido saturado a -77,7ºC.  73,136 KJ/ (kmol x K);
 17,48 cal/ (mol x ºC).
 Condutividade térmica, gás a 101,325 kPa e 0ºC.  0,02218 W/ (m x K);
 53 x 10-6 cal x cm/ (s x cm2 x ºC).
 Condutividade térmica, liquido a 10ºC.

 0,5017 W/ (M x K);
 11,99 x 10-6 cal x cm/
 (sxcm2xºC).

 Densidade absoluta, gás a 101,325 kPa e 25ºC.  0,7067 kg/m3
 Densidade crítica  0,235  Kg/dm3
 Densidade, líquido na pressão de saturação
 a -33,7 ºC.
 0,6828 kg/L
 Densidade relativa, gás a 101,325 kPa e 25ºC   (ar=1).  0,597
 Fator crítico de compressibilidade.  0,242
 Fórmula.  NH3
 Limite de inflamabilidade no ar.  15 – 28% (por volume).
 Momento de dipolo, gás.  4,9 x 10-30 C x m; 1,47 D
 Massa Molecular  17,0305
 Ponto de ebulição a 101,325 kPa.  239,72 K; -33,4ºC; -28,2ºF
 Pressão critica..  11277 kPa; 112,77 bar; 111,3 atm.
 Pressão a vapor a 21,1ºC..  888 kPa; 8,88 bar; 128,8 psia;
 Pressão no ponto triplo.

 6,077 kPa; 60,77 mbar,
 45,58 mmHg.

 Razão do calor especifico, gás a 101,325 kPa e
 46,8ºC, Cp/Cv.

 1,307
 Sinônimo.   Amônia anidra
 Solubilidade em água a 101,325 kPa e 20ºC.  34,6 Kg NH3/ 100 Kg de soluçao3
 Temperatura crítica.  405,55 K; 132,4ºC; 270,3ºF.
 Temperatura de auto-ignição.  924 K; 651ºC.
 Temperatura no ponto triplo.  195,41 K; -77,7ºC; -107,9ºF.
 Tensão superficial a -40ºC.  44,55 mN/m; 44,55 dyn/cm.
 Viscosidade, gás a 101,325 kPa e 20ºC.  0,00982 cP; 0,00982 mN x s/ m2
 Viscosidade, liquido a -33,5ºC.  0,255 cP; 0,255 mN x s/m2
 Volume crítico.  4,251 dm3/kg
 Volume específico a 21,1ºC e 101,325 kPa.  1410,9 dm3/kg; 22,6 ft3/Ib


Aplicações


Amônia é um produto muito versátil e possui uma grande quantidade de aplicações, a seguir apresentaremos algumas das mais importantes:

Amônia é muito utilizada, como agente refrigerante, em unidades de refrigeração industrial; na preparação de fertilizantes como nitrato de amônia, sais de amônia e uréia, além de fertilizantes contendo superfosfato e nitrogerantes que são soluções de amônia e nitrato de amônia. A indústria petroquímica utiliza amônia anidra para neutralização de ácidos constituintes de óleo cru para proteger da corrosão equipamentos tais como: borbulhadores, pratos de torres de destilação, trocadores de calor, condensadores e tanques de armazenamento. A amônia é usada na extração de metais como cobre, níquel e molibdênio de seus minérios.

Um dos processos de fabricação de acido nítrico, é a oxidação de amônia para óxido nítrico o qual posteriormente, é convertido em dióxido de nitrogênio para finalmente fornecer acido nítrico (Processo Otswald); A amônia é utilizada como fonte de nitrogênio na fabricação de explosivos tanto industriais como militares.

Pequenas quantidades de amônia são utilizadas na preparação de misturas padrão para calibração e ajuste de instrumentos de medição para controle ambiental.


Efeitos sobre o homem e toxicidade

A amônia é um gás tóxico e corrosivo na presença de umidade, agindo principalmente ao sistema respiratório, exercendo uma ação corrosiva e causando grande irritação. Sua inalação causa tosse, dificuldades respiratórias, inflamação aguda do sistema respiratório, edema pulmonar, formação de catarro, secreção de saliva e retenção de urina. Sua presença no ar causa irritação nos olhos imediatamente.

No Brasil o anexo número 11 da Norma Regulamentadora 15 (NR 15) determina que no ambiente de trabalho a concentração máxima para uma exposição semanal de até 48 horas é de 20 ppm e na caracterização desta situação o ambiente é considerado medianamente insalubre.

A inalação de amônia em altas concentrações produz um acesso de tosse violento devido a sua ação nas vias respiratórias. Se não for possível escapar rapidamente do local, a vítima sofrerá forte irritação dos pulmões, edema pulmonar e até mesmo a morte.

Caso amônia liquida seja engolida, ela causará uma corrosão severa da boca, garganta e estômago.

A exposição às altas concentrações do gás pode causar queimadura nos olhos e cegueira temporária. O contato direto dos olhos com amônia liquida causará queimaduras muito sérias nos olhos. O contato da amônia com a pele, dependendo da intensidade, poderá causar irritação ou queimaduras.


Primeiros Socorros

Remova a vítima imediatamente para um lugar descontaminado de preferência ao ar livre. Caso a pessoa esteja apresentando dificuldades respiratórias pode ser administrado oxigênio. Caso a pessoa apresente perda de consciência e parada respiratória, é necessário fazer respiração artificial (boca a boca) seguida de administração de oxigênio. Caso haja parada cardíaca, massagem cardíaca simultaneamente a respiração artificial será necessária, fazendo-se 5 massagens cardíacas e uma respiração alternadamente. Em qualquer caso chame imediatamente um medico ou socorro especializado.

Caso as roupas da pessoa não estejam contaminadas com amônia, elas devem ser removidas imediatamente e todas as áreas da pele afetadas devem ser lavadas com água em abundância. Se existirem chuveiros de emergência na área, a vítima deve ser colocada sob o mesmo e as áreas afetadas lavadas com água em abundância.

Em caso de contato dos olhos com amônia liquida ou vapor, os mesmos devem ser lavados com água em abundância por pelo menos 15 minutos, caso a pessoa utilize lentes de contato, as mesmas devem ser removidas para garantir que a água consiga lavar o local atingido. Caso seja notado que a irritação dos olhos persiste os mesmos devem ser lavados por um segundo período de 15 minutos e a pessoa encaminhada a um oftalmologista imediatamente.

Caso haja suspeita que a pessoa tenha engolido amônia, ela deve beber grandes quantidades de limonada e ser imediatamente encaminhada ao médico


Precauções no manuseio e na estocagem

Os cilindros de amônia devem ser estocados em área bem ventilada, longe de calor e de todos os tipos de chamas abertas ou faíscas. Não use amônia nas proximidades de motores, instalações elétricas abertas ou de quaisquer outros equipamentos que possam produzir faíscas. Não estoque cilindros de amônia com cilindros contendo oxigênio, cloro, quaisquer outros oxidantes ou juntamente a outros materiais inflamáveis. Prenda adequadamente os cilindros para evitar queda. Caso seja necessário ter instalações elétricas na área de estocagem, como por exemplo: iluminação, esta deve ser à prova de explosão, somente um especialista pode montá-la de forma segura.

Todas as pessoas envolvidas no manuseio de amônia, devem dispor de equipamentos de proteção individual (EPI´s), tais como: máscaras panorâmicas contra vapores alcalinos, máscara de fuga, luvas de borracha ou plástico, óculos de segurança para produtos químicos, aventais de borracha ou plástico e sapatos compatíveis com o produto. Por se tratar de um produto inflamável, todas as tubulações e equipamentos devem ser aterrados. Os equipamentos devem ainda ser providos de válvulas unidirecionais para prevenir o retorno de líquidos pela tubulação e a possibilidade de reações violentas com o produto dentro do cilindro. Não se pode esquecer que amônia é corrosiva em presença de umidade, podendo na eventualidade de uma entrada de água dentro dos cilindros corroer os mesmos e comprometer sua resistência estrutural.

Na área de manuseio do produto, devem ser instalados “lava olhos” e chuveiros de emergência. Os cilindros de amônia nunca devem ser diretamente aquecidos por chamas ou vapor. O aquecimento sem controle do cilindro pode causar uma expansão do liquido e dependendo das condições a explosão do mesmo.

Caso seja necessário a utilização de amônia em ambiente confinado, o cilindro deve ser instalado dentro de uma cabina especial com um sistema de exaustão, purga com nitrogênio e de neutralização dos gases residuais. Maiores informações sobre este assunto podem ser obtidas junto ao departamento técnico da Gama Gases.


Informações para transporte


Dados os riscos envolvidos e a complexidade das exigências de segurança legais e normativas para o transporte terrestre de produtos perigosos em geral, e especificamente da amônia, sugerimos que os clientes não transportem gases a granel ou em cilindros, a menos que estejam altamente familiarizados com as exigências mencionadas e possuam os equipamentos e recursos necessários. As informações que se seguem têm caráter puramente ilustrativo e não estão completas. Recomendamos enfaticamente que quando o transporte seja indispensável para a operação de um determinado cliente, este, adquira a versão mais atualizada do “Manual de Autoproteção – Produtos Perigosos – Manuseio e transporte rodoviário” publicado pela Indax Advertising Comunicação Ltda. ou então da coletânea de decretos lei e normas pertinentes da ABNT.

O transporte da amônia em cilindros deve ser feito em caminhão equipado com carroçaria metálica aberta, que possua condições de transportá-los em posição vertical e que esteja devidamente sinalizado e equipado com o kit de emergência apropriado ao produto ou produtos que esteja transportando. O motorista deve possuir habilitação compatível como tipo e porte de veículo utilizado e ter participado com aproveitamento de curso de “transporte de produtos perigosos” ministrado por estabelecimento de ensino reconhecido.

Em toda operação de transporte os seguintes documentos são de porte obrigatório: habilitação do motorista, certificado de conclusão do curso de transporte de produtos perigosos, envelope de transporte contendo: notas fiscais dos produtos transportados e suas fichas de emergência.

Normalmente o kit de emergência para o transporte de gases é constituído de: 10 cones de sinalização, 4 placas auto portantes com inscrição “Perigo Afaste-se” com dimensões mínimas de 340 x 470 mm, 100 metros de fita zebrada com largura mínima de 70 mm, 06 suportes para sustentação da fita zebrada, 02 calços de madeira de 150 x 150 x 200 mm, 01 caixa com jogo de ferramentas, 01 lanterna grande com pilhas novas carregadas, isto alem de EPI´s como óculos de segurança, pares de luvas de raspa de couro, capacete, etc. em perfeitas condições e em quantidades suficientes para o motorista e demais ocupante do veiculo de transporte. Isto sem falar em extintores de incêndio e demais item de segurança do veiculo. No caso especifico da amônia as leis e normas vigentes devem ser consultadas para verificar se existem requisitos adicionais.

Além das sinalizações regulares como faixas refletivas na carroçaria e pára-choques, as unidades de transporte devem estar instaladas com rótulos de risco, além de painéis de segurança. Como os regulamentos normativos para sinalização do veículo são muito complexos nos limitamos a informar abaixo somente os dados principais que devem definir a sinalização da amônia e recomendamos que seja consultada a coletânea de normas ABNT para o transporte terrestre de produtos perigosos.


» Produto: Amônia, anidra
» Número da ONU: 1005
» Classe de risco: 2.3 – gases tóxicos
» Risco subsidiário: 8 – substância corrosiva.
» Número de risco: 268


Detecção de Vazamentos

Devido à toxicidade e corrosividade da amônia, todos os equipamentos: válvulas, reguladores de pressão, conexões, tubulações, etc. que se destinem à com ele ser utilizados devem ser devidamente testados e condicionais antes do uso. Três métodos de teste que podem ser utilizados estão listados abaixo em ordem de preferência:

1. Pressurizar o sistema com hélio industrial e testar todas as conexões com um detector de vazamento de hélio, normalmente um espectrômetro de massa. Este teste necessita ser realizado por um especialista, porém, dá excelentes resultados e o sistema se torna altamente confiável.

2. Pressurizar o sistema com uma mistura de no máximo 5% de Hidrogênio em Nitrogênio e testar todas as conexões com um detector de condutividade térmica. Este teste necessita ser realizado por uma pessoa adequadamente treinada, dá resultados muito satisfatórios e o sistema se torna confiável.

3. Pressurizar o sistema com nitrogênio e testar todas as conexões e pontos suspeitos com uma mistura de água e detergente. Este teste pode ser feito por quase qualquer pessoa, porém os resultados podem não ser os mais seguros e pequenos vazamentos podem não ser detectados. Por se tratar de equipamento que será utilizado com gás tóxico e corrosivo na presença de umidade este método não é o mais recomendado. Após a detecção e correção dos vazamentos, é imprescindível a secagem dos equipamentos através da passagem de nitrogênio seco por seu interior, ate haver plena certeza que toda a umidade residual tenha sido eliminada.


Aviso Importante

Este material foi concebido com o intuito de fornecer ao leitor acesso conveniente às informações de propriedades físicas e químicas do produto em pauta. A Gama envidou seus maiores esforços no sentido de produzir um material de alta qualidade técnica, não obstante, este informativo apesar de abrangente não contém todos os dados e informações técnicas disponíveis sobre o produto.

A Gama se exime de quaisquer responsabilidades por eventuais danos materiais ou humanos que possam decorrer em função da utilização destas informações, por omissão de informações neste material, por eventuais erros ou mudanças no conhecimento técnico que possam ocorrer.


 

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